sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

LIVROS A MÃO CHEIA


TRÊS BOAS ESTREIAS
José Neres

            Em uma época em que o leitor de livros impressos começa a ser visto como um ser estranho e até mesmo anacrônico, sempre é bom saber que ainda há pessoas dedicando-se à produção de textos literários de bom nível e que se arriscam, mesmo contra a lógica mercadológica, a investir na produção e na divulgação de livros.
            Infelizmente, quase sempre o lançamento de um livro se transforma em um primeiro passo para o esquecimento de sua existência. Em nossa sociedade contemporânea, falta quem comente os novos autores e lhes dê estímulo para continuar na constante luta com versos e parágrafos. Como os trabalhos intelectuais publicados quase sempre caem no ostracismo, sem repercussão nem mesmo nos círculos de amizade, alguns escritores simplesmente desistem de publicar seus livros, deixando as gavetas cheias de originais, alguns de boa qualidade.
            Registremos aqui os trabalhos de três escritores estreantes de nossa terra. Seus livros foram publicados entre a metade de 2011 e o início de 2012, sendo, portanto, bastante recentes e quase desconhecidos da maioria do público leitor.
            Comecemos com a escritora Eva Maria Nunes Chatel, que publicou concomitantemente a novela “De Volta” e o livro de contos “Substantivo Próprio: Fábulas Humanas”.  No primeiro título, a autora faz um périplo pelas inusitadas visões de uma anciã em coma. Narrado em primeira pessoa pela protagonista, o livro não traz apenas uma história em vários breves capítulos, mas sim abre espaço para a reflexão do leitor a respeito da própria existência e da fragilidade da natureza humana. No outro livro, Eva Chatel, em contos curtos, metaforiza as mazelas humanas. Homens, mulheres, adultos e crianças são amalgamados às características de animais dentro de uma sociedade pretensamente civilizada, mas que nega às pessoas as condições de viver com dignidade.



            Saindo do campo da prosa de ficção e mergulhando na poesia, Carvalho Junior trouxe à luz o seu “Mulheres de Carvalho”, no qual o autor brinca de modo sério com as palavras, produzindo imagens poéticas de excelente qualidade. Suas temáticas são geralmente líricas, mas sem decair na pieguice sentimentalista tão comum nos poetas estreantes.  Com bom humor, Carvalho Junior trabalha temas que vão do sentimento amoroso não correspondido ao preconceito racial, passando por poemas telúricos em homenagem a sua cidade natal, um erotismo sutil e incursões pela metalinguagem. Tudo temperado com intenso trabalho com as palavras, a fim de tirar delas o máximo dos efeitos poéticos.
            Finalmente temos “Palavras ao Vento”, livro de Lindalva Barros, que com esse título estreia no mundo da poesia. Explorando a espacialização das palavras e os vazios entre os versos, a escritora esculpe em seus versos as antigas angústias do ser humano, com a solidão, a inexorável passagem do tempo e a inefabilidade da dor do existir e repetitiva rotina imposta pela vida. Seus versos são curtos, mas vigorosos, sem muita preocupação com a métrica ou com os esquemas rímicos tradicionais, porém carregados da essência humana, o que torna cada poema mais próximo ao leitor, já que a principal fonte de inspiração da autora é a complexa simplicidade da vida humana.
            Eva Chatel, Carvalho Junior e Lindalva Barros são apenas alguns dos nomes de autores que publicam seus livros e que transformam palavras em obras de arte. Felizmente não são nomes isolados em nossa terra. Há muitas outras pessoas produzindo bons textos e à espera de leitores que transformem páginas escritas em pedaços compartilhados da experiência humana.

CONTATO COM OS AUTORES E POSSÍVEL 
AQUISIÇÃO DO LIVRO

Os Livros de Eva Chatel podem ser adquiridos no seguinte no site da editora All Print

O livro de Carvalho Júnior pode ser adquirido pelo site da Café e Lápis Editora ou em contato com o próprio autor por seu blog

O livro de Lindalva Barros pode ser adquirido com a autora pelo seu e-mail ou por seu blog

Leia mais: http://joseneres.blogspot.com/#ixzz1m4nJGz3L

sábado, 12 de novembro de 2011

FEIRA CULTURAL ESCOLA COELHO NETO

Na última sexta-feira, 11/11/2011, aconteceu uma bela Feira Cultural na Escola Coelho Neto (Caxias-MA). No Stand destinado à Literatura Caxiense, minha obra estava em exposição. Marquei presença no evento e pude interagir com o público, bem como ouvir depoimentos que muito me alegraram. Além de outras figuras cativantes, conheci um rapazinho simpaticíssimo que se mostrou sedento por literatura e tudo que diz respeito à cultura. Ele me afirmou ter lido "As mil e uma noites" em apenas dois dias e ao segurar um exemplar de "Mulheres de Carvalho" nas mãos me disse, com um brilho indescritível nos olhos, que a obra seria o 305º livro na trajetória de leitura dele. Eu me diverti muito com tudo e disse a ele que era uma das primeiras vezes que me sentia tão feliz em não ser o primeiro ou um dos primeiros na vida de alguém. Grato ao carinho de todos e à professa Hérica Romena pelo convite e espaço cedido à minha obra.



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Relançamento de "Mulheres de Carvalho"


Na sexta-feira próxima, 30 de setembro, será feito o relançamento da obra MULHERES DE CARVALHO (CARVALHO JR., 2011) no evento intitulado LITERART, que acontecerá em Caxias-MA, de 29 de setembro a 01 de outubro. O evento promete muitas atrações, pois se trata de uma feira literária de grande porte. Além do relançamento do livro "em graciosa luz" de Carvalho Junior, ocorrerá também o novo lançamento do livro para infantes RISO ADOTADO, VIVER TRANSFORMADO  de autoria do professor Elizeu Arruda de Sousa, bem como de livros do consagrado poeta de origem caxiense Salgado Maranhão.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sete de setembro e da perfeição do sorriso

Carvalho Junior e a Miss Marise Castro (07/09/2011)


Depois de ter sido homenageado, no desfile de 07 de setembro, pela Escola Maria Luíza,
Carvalho Junior posa para foto com a Miss Marise Castro.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CLICK - 14 ANOS DA ACADEMIA CAXIENSE DE LETRAS



Raimundo Medeiros e Carvalho Junior
 

domingo, 28 de agosto de 2011

QUE BELA ADOLESCENTE!

A Academia Caxiense de Letras ou Casa de Coelho Neto, comemorou no último dia 20 de agosto os seus 14 anos de vida, culturalmente, ativa. A festa contou com a participação de um bom número de intelectuais, entre eles mortais e imortais. Na noite festiva, foram lançadas obras de Ana Luísa Ferro e de Raimundo Medeiros. A obra Mulheres de Carvalho, lançada no auditório daquela democrática casa, no dia 21 de maio de 2011, recebeu destaque no Jornal Comemorativo A voz dos balaios. A poesia de Carvalho Junior ganha espaço, também, no Jornal O Estado do Maranhão, sendo que este ressalta o apoio que a ACL dá aos novos autores.




domingo, 7 de agosto de 2011

10 de agosto: o dia de um grande DIAS!

AINDA UMA VEZ – UM MERECIDO TRIBUTO


Por Carvalho Junior*


Há muito para se falar de Gonçalves Dias. Mas serei breve nos meus comentários sobre esse homem incrível que levou o nome da terra das palmeiras, dos sabiás e poetas para o mundo. Acredito eu ter sido Gonçalves Dias o “muso inspirador” do provérbio que diz “tamanho não é documento”. Um homem de pequena estatura, mas um homem “desta altura” quando vamos falar da qualidade literária da sua obra.

Foi pioneiro na questão de colocar o índio como representante simbólico do brasileiro primitivo. Os seus cantos, desde os primeiros até os últimos, são de uma competência indiscutível. Contudo, é importante ressaltar que não podemos resumir a obra gonçalvina à poesia nem muito menos ao seu célebre e celebrado poema “Canção do Exílio”, que é sim um poema excepcional em que Gonçalves alcança uma comunicabilidade incrivelmente mágica.

A “Canção do Exílio” é aquele poema que você lê e se identifica tanto que o queria ter escrito, por isso é o poema mais parodiado e parafraseado do mundo, tanto que no hino nacional brasileiro aparecem transcritos versos dessa composição poemática. E é aí que o poeta se realiza porque a sua obra passa a ser de todos, logo uma obra viva.

Sabemos nós (deveríamos saber) que Gonçalves produziu algumas peças teatrais. Deixou-nos, ainda, alguns fragmentos de romances, artigos e ensaios, e como um pesquisador que foi, legou-nos um “dicionário da língua tupi”. É óbvio, porém, que o seu grande destaque foi mesmo alcançado pela qualidade dos seus cantos poéticos.

Sei que esse momento agora deve estar trazendo o nosso poeta lá do fundo do mar para receber a sua merecida homenagem e ver que outros poetas estão nascendo nessa terra “que qualquer um fora dela é um exilado”.

O recado que queria deixar (serve para nós alunos, nós professores, nós todos) não resumirmos Gonçalves. O nosso Dias que tanto abrilhanta os nossos dias com a sua literatura.

E para finalizar tenho um recado para as “Anas Amélias” da vida: “Não maltratem os poetas!”. Pois como diz um outro amante da poesia nascido em terras gaúchas: “Maltratar um poeta é indício de mau-caráter”.



* Resumo do discurso de abertura da Feira Cultural da Escola Costa e Silva, em homenagem ao expoente da poesia romântica G. Dias, proferido pelo Prof. de Línguas Francisco de Assis CARVALHO JUNIOR .

sexta-feira, 29 de julho de 2011

QUANDO A BELEZA GANHA ASAS

Ser ou não ser: eis o bonitão. Verdade à tona, ser belo nos leva a melhores chances na vida. Digo isso por experiência própria, porque as boas oportunidades sempre me acompanharam. Ludismo à parte, a ocasião muito se faz oportuna para que eu lhes conte uma belíssima história sobre essa temática que certamente se põe sobre a mesa e onde mais for conveniente...

Era o concílio anual dos deuses do limpo fazer poético, realizado sobre as nuvens do céu, na superfície de uma terra que não podemos precisá-la, embora dela sempre precisemos. Nessa oportunidade, estava um deus grego, conhecido por sua “encanta-tróia” graciosidade, parado como uma estátua concentrado na leitura. Não estava o deus helênico escondido dentro de um cavalo de pau, galopava sobre os versos perdidos do escritor brasileiro Mario Quintana. Circunspecto, o deus grego tentava decifrar os códigos quintanianos para que sua beleza não fosse devorada pelas figuras da linguagem.

Sabendo que os deuses da Grécia têm a genitália comparável ao tamanho do salário do professor brasileiro (é uma competição duríssima), um deus ocidental aproximou-se do deus grego e disse: “O que estás lendo, senhor deus do “joão-de-barro” minúsculo?”. Não gostando da gozação, o deus grego retruca dizendo: “Vocês, deuses do ocidente, deveriam ser engaiolados por causa dos vossos exageros...”. O deus grego bateu asas dali e foi para um canto tranquilo, onde continuou fazendo a leitura dos versos de Quintana.

Eis o motivo pelo qual o deus grego é considerado um modelo de beleza. Enquanto se debruçava sobre a poesia do menino azul sul-rio-grandense (Mario Quintana), um anjo às avessas chamado Malaquias colocou um beija-flor no meio das pernas do deus grego, conferindo a este toda uma graciosidade mais do que divina. Por causa dessa arte malaquiana o deus grego jamais passará, sempre levantará voos tão belos quanto o passarinho que pousa estrategicamente sobre o seu sexo.



(Carvalho Junior, Caxias-MA, 13 de setembro de 2009).

terça-feira, 24 de maio de 2011

"MULHERES DE CARVALHO" JÁ NAS LIVRARIAS


DISPONÍVEL NAS LIVRARIAS:

-  LIVRARIA GRAÚNA
-  LIVRARIA CENTRAL
-  COELHO DIGITAÇÕES & LIVRARIA CULTURAL
-  ACADEMIA CAXIENSE DE LETRAS